A INOVA+ deu um passo decisivo no reforço da adaptação às alterações climáticas em territórios de baixa densidade ao dinamizar o Grupo de Resiliência Climática Rural do Baixo Alentejo, no âmbito do projeto europeu GRACE – Growing Climate Resilience in Remote Rural Areas through Community Empowerment.

O projeto, financiado pelo programa Horizonte Europa, é uma Ação de Inovação com 48 meses de duração, um orçamento total de quase 8 milhões de euros e um consórcio de 27 organizações de 16 países, coordenado pela CMCC – Fondazione Centro Euro-Mediterraneo sui Cambiamenti Climatici, em Itália.

O GRACE, tem como objetivo reforçar a resiliência climática de regiões rurais remotas, promovendo abordagens participativas e soluções inovadoras que possam ser replicadas em diferentes contextos europeus.

O Baixo Alentejo como região demonstradora europeia

Os riscos climáticos que afetam o Baixo Alentejo tornam a região num modelo demonstrador da execução do projeto. As ondas de calor, secas e incêndios rurais são fatores preocupantes que requerem soluções eficientes para o seu combate. No entanto, a esses fatores, acrescem os desafios estruturais da região que aumentam a vulnerabilidade às alterações climáticas: baixa densidade populacional; envelhecimento demográfico e a dependência de recursos naturais.

Assim, o projeto GRACE levará até ao Baixo Alentejo intervenções-piloto que visam reforçar a resiliência dos ecossistemas e das comunidades locais.

No montado, serão implementadas soluções focadas na regeneração do solo, retenção de água e reforço da biodiversidade. Já nas estepes, serão testadas abordagens inovadoras para aumentar a resiliência das pastagens face à seca e ao calor extremo.

Estas ações serão acompanhadas por ferramentas de monitorização e apoio à decisão, permitindo capacitar produtores/as e comunidades locais na adoção de práticas mais sustentáveis e adaptadas às novas condições climáticas.

O Papel da INOVA+ e a criação do Grupo de Resiliência Climática Rural do Baixo Alentejo

A INOVA+ desempenha um papel fundamental no decorrer do projeto GRACE, assegurando a responsabilidade do desenvolvimento da metodologia de criação e ativação dos Grupos de Resiliência Climática Rural (RCRGs) nas dez regiões do projeto, bem como pela definição das respetivas orientações operacionais e pelo acompanhamento dos parceiros regionais na sua implementação.

Estes Grupos acompanharão toda a duração do projeto e funcionam como plataformas de governança participativa que reúnem atores locais e regionais para co-desenhar, implementar e acompanhar estratégias de adaptação às alterações climáticas.

Responsável pela articulação das intervenções da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo, do Instituto Politécnico de Beja e da Estação Biológica de Mértola, a INOVA+ integrou a criação do Grupo de Resiliência Climática Rural do Baixo Alentejo que tem como prioridade assegurar uma abordagem inclusiva e participativa, fundamental para o desenvolvimento de soluções eficazes e adaptadas à realidade regional.

O primeiro encontro do Grupo decorreu na região e marcou o início de um processo estruturado de cocriação com os principais atores do território.

Os intervenientes apresentaram as próximas etapas de implementação no território e enquadraram o papel estratégico do Grupo de Resiliência Climática Rural no contexto do projeto. O encontro culminou com a manifestação formal de intenção de integração por parte de todas as entidades presentes, evidenciando um forte compromisso coletivo para a construção de soluções de adaptação climática desenvolvidas com o território e para o território.

Além da criação dos RCRGs, a INOVA+ assume também a elaboração de um roteiro de demonstração de ações de adaptação climática, a preparação de uma estratégia de upsacling e a coordenação de atividade de troca de conhecimento entre regiões.

Próximos Passos

O Baixo Alentejo continuará a assumir um papel de destaque no projeto GRACE ao acolher a próxima reunião de consórcio, em outubro. Este encontro reunirá parceiros de 23 organizações provenientes de 16 países europeus, constituindo um momento estratégico para partilha de resultados, reforço da cooperação inter-regional e consolidação do território como região demonstradora representativa do contexto mediterrânico.