A INOVA+ apoiou a aprovação de quarto Mini Agendas no âmbito do Sistema de Incentivos à Investigação, Desenvolvimento e Inovação (SIID), integrado no Portugal 2030. Os projetos H2SYMBIOTIC, MADE4C, INNOREV e FIRE-RESIST contam com um orçamento superior a 35 milhões de euros para impulsionar a inovação colaborativa nas áreas do hidrogénio verde, produção avançada, engenharia de superfícies e prevenção e gestão inteligente de incêndios florestais. Estas Mini Agendas reunem empresas, universidades e entidades do sistema científico em torno de cadeias de valor estratégicas para a indústria portuguesa.

Combinando investigação, desenvolvimento tecnológico e inovação produtiva, as quatro Mini Agendas promovem a transferência de conhecimento para o mercado e reforçam a competitividade da indústria nacional em setores estratégicos.

H2SYMBIOTIC: integração multissetorial do hidrogénio verde

O H2SYMBIOTIC, liderado pela WinPower, tem como objetivo desenvolver e demonstrar soluções inovadoras para a integração multissetorial do hidrogénio verde, promovendo a descarbonização e a economia circular em contextos industriais e urbanos. Recorrendo à combinação de tecnologias digitais avançadas e processos físico-químicos sustentáveis, a iniciativa integra a produção, armazenamento e utilização do hidrogénio em setores como energia, indústria, mobilidade e tratamento de águas residuais. Entre os resultados previstos destacam-se as plataformas digitais H2Architect, FlexPlanH2, FlexTrackH2 e Digital Twins, bem como as soluções OriginH2 e os equipamentos modulares CompactBioSep.

Segundo André Saldanha, Project Manager da WinPower, a candidatura surgiu com o objetivo de “obter apoio ao desenvolvimento dos seus projetos de hidrogénio renovável, contribuindo simultaneamente para o crescimento e consolidação do ecossistema do hidrogénio verde em Portugal”. Trata-se, acrescenta, de “uma área estratégica para a transição energética e alinhada com a visão de longo prazo da empresa”.

MADE4C: produção avançada para uma indústria mais sustentável

Liderado pela DURIT, o MADE4C – MAteriais, DEsign, Fabrico e Digitalização Avançada para Produtos Circulares visa desenvolver e validar soluções inovadoras para a indústria transformadora, integrando novas ligas metálicas, processos de fabrico aditivo, recondicionamento de ferramentas e plataformas digitais inteligentes de monitorização e controlo. A iniciativa combina ciência dos materiais, engenharia mecânica, fabrico digital e inteligência artificial para promover modelos de produção mais circulares e sustentáveis. O consórcio reúne empresas e entidades do sistema científico com competências complementares, criando um ecossistema capaz de acelerar a transferência de conhecimento para a indústria e reforçar a competitividade da fileira nacional dos moldes e ferramentas.

Para Fábio Rodrigues, do Departamento DURIT Inovação, a participação nesta Mini Agenda enquadra-se na estratégia contínua da empresa de investir em investigação e desenvolvimento. O responsável explica que, desde a sua fundação, a DURIT privilegia a ligação à academia e a participação em projetos de I&D. “O mercado está cada vez mais exigente e a DURIT continua a valorizar a participação em projetos de I&D de forma a aumentar o conhecimento associado aos materiais e tecnologias de produção.” Acrescenta que estas iniciativas potenciam simultaneamente sinergias entre diferentes entidades e o acesso a tecnologias disruptivas.

INNOREV: engenharia de superfícies para setores estratégicos

Liderado pela TEandM, o INNOREV – Innovation in Advanced Functional Surface Materials reúne empresas e entidades do sistema científico e tecnológico para desenvolver e industrializar 11 novos produtos, processos e serviços de engenharia de superfícies destinados aos setores espacial, biomédico, moldes e ferramentas, fabrico aditivo e revestimentos decorativos. Recorrendo a revestimentos avançados, inteligência artificial, digitalização e ecodesign, o projeto pretende reforçar a competitividade das cadeias de valor nacionais ligadas a estes setores.

Segundo Eduardo Silva, do Departamento de I&D+i da TEandM, a candidatura surgiu porque “a inovação faz parte da estratégia da empresa” e existe uma procura contínua por “novas tecnologias e soluções que reforcem a nossa competitividade”. Esta oportunidade permitirá “acelerar investimentos em investigação e desenvolvimento, reduzir o risco associado à inovação e criar condições para desenvolver projetos com maior impacto tecnológico e potencial de mercado”.

FIRE-RESIST: prevenção e gestão inteligente de incêndios florestais

Muito recentemente, foi aprovada uma quarta mini agenda, cuja candidatura contou com o apoio da INOVA+. Liderado pela Drivetel, o projeto FIRE-RESIST – Forest Innovation for Resilient, Ecological and Smart Territories reúne um consórcio de oito parceiros e tem como objetivo desenvolver soluções tecnológicas inovadoras para a prevenção, deteção precoce e gestão inteligente de incêndios florestais. Brevemente serão divulgadas mais informações sobre este projeto de importância estratégica para o país.

Impacto nas cadeias de valor e na competitividade industrial

O financiamento assegurado permitirá acelerar o desenvolvimento de tecnologias críticas, reforçar a colaboração entre empresas e entidades do sistema científico e impulsionar cadeias de valor estratégicas para a economia portuguesa.

No setor do hidrogénio verde, a WinPower considera que este apoio será fundamental para “viabilizar e acelerar projetos” numa área tecnológica ainda relativamente pouco madura, contribuindo simultaneamente para o crescimento e consolidação do ecossistema do hidrogénio verde em Portugal.

Na produção avançada, a DURIT destaca que estas iniciativas potenciam sinergias entre diferentes entidades e o acesso a tecnologias disruptivas, permitindo desenvolver novos produtos e aprofundar conhecimento em áreas como a inteligência artificial “a um custo mais reduzido e com menor risco”. Desta forma, contribuirão para reforçar a competitividade da fileira nacional dos moldes e ferramentas.

Na engenharia de superfícies, a TEandM acredita que o financiamento permitirá “acelerar o desenvolvimento de novas soluções”, reforçar a capacidade de inovação e aumentar a competitividade da empresa em mercados de elevado valor acrescentado. A médio e longo prazo, espera consolidar a sua posição nacional e internacional, criar oportunidades de negócio e contribuir para o fortalecimento das cadeias de valor associadas à engenharia de superfícies.

O papel da INOVA+ no sucesso das candidaturas

A preparação das quatro Mini Agendas exigiu a coordenação de consórcios multidisciplinares e a estruturação de candidaturas de elevada complexidade, envolvendo empresas, universidades e entidades do sistema científico e tecnológico.

As empresas destacam a experiência técnica, a proximidade e a capacidade de coordenação da equipa da INOVA+ ao longo de todo o processo. André Saldanha, da WinPower, considera que a consultora “teve um papel fundamental na preparação e submissão da candidatura”, colocando à disposição do consórcio a sua experiência e conhecimento na gestão de programas de financiamento. O responsável reconhece ainda “o papel importante que o acompanhamento próximo e a qualidade do trabalho tiveram para o sucesso da candidatura”.

Fábio Rodrigues, da DURIT, realça que a parceria com a INOVA+ se prolonga há vários anos e que “a elevada competência dos seus recursos humanos” permitiu à empresa apresentar inúmeras candidaturas com elevados índices de aprovação. No processo da Mini Agenda, considera que a INOVA+ foi “crucial na gestão do processo de comunicação e preparação da documentação”, permitindo que “o processo de escrita e submissão da candidatura fosse célere e com elevada qualidade”.

Já Eduardo Silva, da TEandM, destaca que a INOVA+ “prestou um acompanhamento muito próximo em todas as fases da candidatura”, desde a análise da elegibilidade e enquadramento do projeto até à preparação e submissão da proposta. Salienta ainda que o conhecimento dos programas de financiamento e a capacidade para estruturar a informação e identificar oportunidades contribuíram para apresentar “uma candidatura sólida e bem fundamentada”.

As Mini Agendas vieram reforçar o apoio a projetos colaborativos de investigação, desenvolvimento e inovação com elevado potencial de industrialização, promovendo a transferência de conhecimento para o mercado e a competitividade da economia portuguesa. Num contexto de elevada exigência técnica e forte colaboração entre empresas e entidades científicas, estas aprovações evidenciam a capacidade da INOVA+ para estruturar candidaturas de elevada complexidade, reunindo parceiros em torno de objetivos comuns de inovação, industrialização e reforço de cadeias de valor estratégicas para Portugal.

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