A INOVA+ aprovou o projeto DIGNITY, uma iniciativa europeia que visa transformar a formação profissional em cuidados paliativos domiciliares na Europa. O projeto reúne universidades e instituições de ensino de Portugal, Bélgica, Irlanda, Lituânia e Chipre.
Num contexto de elevada pressão nos sistemas de saúde europeus, o DIGNITY (Enhancing Domiciliary Palliative Care through European Vocational Education and Training Excellence) promove uma abordagem integrada e humanizada aos cuidados em fim de vida, reconhecida e validada em vários países da União Europeia (UE).
Em Portugal, além da INOVA+, a parceria é liderada pelo Instituto Politécnico de Beja e, ainda, pela Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos. A INOVA+ irá liderar as atividades associadas à qualidade e avaliação do projeto.
O projeto é financiado pelo Programa Erasmus+, no âmbito da Ação Forward-Looking – Qualificações Conjuntas para o Ensino e Formação Profissional.
Desafios no envelhecimento da população europeia
A crescente procura por cuidados paliativos ao domicílio na Europa, impulsionada pelo envelhecimento da população e pelo aumento da prevalência de doenças crónicas, exige respostas estruturadas e sustentáveis. O projeto DIGNITY surge para colmatar a lacuna existente na ausência de qualificações padronizadas e reconhecidas para os profissionais que atuam nesta área. A iniciativa promove, através da capacitação dos profissionais de saúde, uma qualificação transnacional e harmonizada, fundamental nos desafios emergentes do envelhecimento da população europeia.
Objetivos do projeto DIGNITY
O principal objetivo do projeto passa pelo desenvolvimento e implementação de uma qualificação transnacional da Educação e Formação Profissional (EFP) em cuidados paliativos domiciliários, alinhada com os padrões europeus de qualidade no desenho de ofertas formativas.
Tendo isso em consideração, o projeto visa:
- Criar uma rede europeia de mobilidade para estudantes e profissionais da área da saúde, permitindo a aquisição de experiências práticas em diferentes contextos europeus.
- Melhorar a qualidade de vida das pessoas em fim de vida, promovendo cuidados humanizados e centrados na dignidade do paciente;
- Responder à escassez de profissionais qualificados na área dos cuidados paliativos;
- Desenvolver competências clínicas, de comunicação, apoio psicossocial, ética e competências digitais, fundamentais para a prática contemporânea dos cuidados paliativos;
- Reforçar competências relacionais e empáticas na interação com as famílias dos pacientes;
Impacto do Projeto DIGNITY nos cuidados de saúde europeus
O impacto do projeto DIGNITY será sentido a vários níveis, contribuindo para a sensibilização sobre a importância dos cuidados paliativos domiciliários e para a promoção do intercâmbio de boas práticas e abordagens inovadoras entre países através da qualificação conjunta em “Cuidados Paliativos e Dignidade no Fim da Vida em Casa”.
A médio e longo prazo, o DIGNITY contribuirá para os objetivos estratégicos da União Europeia, reforçando a qualidade dos cuidados de saúde e a disponibilidade de profissionais capacitados para responder à crescente procura por cuidados em fim de vida.
O projeto conta com a colaboração de universidades e instituições de ensino e formação profissional de Portugal, Bélgica, Irlanda, Lituânia e Chipre que, com a sua experiência significativa na área de cuidados paliativos e educação, contribuem para assegurar a uniformidade do projeto em vários pontos da Europa.
Primeiros Passos do Projeto
Ao longo dos próximos meses, a parceria irá centrar-se no mapeamento das ofertas formativas existentes no ramo e na identificação de componentes comuns e lacunas entre os parceiros. Logo após, seguir-se-á o desenvolvimento conjunto de um currículo modular padronizado que integrará competências clínicas, psicossociais, éticas, digitais e ecológicas.
Este processo, será desenvolvido em estreita colaboração com os principais intervenientes – professores, formadores e alunos – assegurando que a formação responde de forma eficaz às necessidade reais do setor e dos profissionais de saúde na Europa.