I&D Empresarial: 10 erros (+1) a evitar na preparação de uma candidatura

Preparar uma candidatura ao SIID – I&D Empresarial pode ser a chave para transformar uma ideia inovadora num projeto real, competitivo e com impacto económico. Mas, há erros que podem comprometer todo o investimento de tempo e recursos. Descubra aqui os 10 erros mais comuns nas candidaturas a este financiamento.
I&D Empresarial

O que é o SIID – I&D Empresarial?

O Sistema de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento Empresarial (SIID) – I&D Empresarial é uma das principais ferramentas de apoio ao investimento empresarial em I&D em Portugal, com candidaturas abertas até janeiro de 2026 e uma dotação global de 126 milhões de euros. Este financiamento permite impulsionar projetos que apostem na inovação, na valorização económica do conhecimento e na criação de produtos, processos e serviços de elevado valor acrescentado.

Mas para garantir o sucesso de uma candidatura, é essencial evitar erros comuns que podem comprometer todo o processo. Com base na nossa experiência na preparação de candidaturas para I&D Empresarial, identificamos os principais erros a evitar.

1. Consórcio desequilibrado

No caso de candidaturas em copromoção, é fundamental construir um consórcio sólido e equilibrado, que reúna todas as competências críticas para a concretização do projeto e assegure a representação de toda a cadeia de valor. A ausência de parceiros estratégicos, como o tomador da tecnologia ou o utilizador final, pode enfraquecer a proposta e colocar em causa o seu impacto real no mercado.

2. Objetivos demasiado vagos

Uma das falhas mais frequentes é a definição insuficiente dos objetivos do projeto. É indispensável que todos os parceiros saibam exatamente quais são os resultados pretendidos e como estes se materializam. A falta de clareza pode gerar desalinhamento interno e dificuldades na execução, avaliação e monitorização do projeto.

3. Nível de ambição ou disrupção reduzido

O SIID – I&D Empresarial valoriza projetos que trazem verdadeiro valor acrescentado ao setor e que respondem a desafios técnico-científicos relevantes. Propostas com um nível de ambição modesto ou com pouca disrupção dificilmente se destacam. É necessário demonstrar de forma clara a inovação proposta, o conhecimento novo que será gerado e os avanços tecnológicos que o projeto possibilitará.

4. Plano de atividades pouco claro ou desajustado

O Plano de Atividades deve apresentar uma evolução tecnológica consistente, alinhada com os níveis de maturidade tecnológica (TRL) de partida e de chegada. As tarefas devem ser bem estruturadas, descritas de forma clara e acompanhadas por um calendário realista. Quando esta ligação entre atividades, objetivos e resultados não está bem desenhada, o projeto perde força e credibilidade.

5. Características inovadoras pouco relevantes do ponto de vista técnico-científico

É importante que as inovações apresentadas não se baseiem apenas numa análise comparativa de mercado, mas que sejam sustentadas por fundamentos técnico-científicos sólidos. A candidatura deve evidenciar claramente qual o estado da arte e de que forma a solução proposta representa um avanço significativo, fundamentado por dados e conhecimento técnico.

6. Análise de risco incipiente

Uma candidatura robusta deve incluir uma análise de risco detalhada, realista e específica ao projeto. Limitar-se a exemplos genéricos ou a riscos pouco relevantes pode enfraquecer a proposta. Os riscos devem abranger não apenas aspetos técnicos e científicos, mas também riscos de gestão e de mercado, sempre acompanhados por estratégias de mitigação credíveis.

7. Avaliação de impacto insuficiente

É crucial demonstrar que o projeto responde a uma necessidade real do mercado e que existe potencial económico para a sua valorização. A candidatura deve evidenciar a disponibilidade do mercado para adotar e pagar pela solução proposta, bem como descrever o mercado-alvo, as vias de comercialização e a capacidade de internacionalização. Além disso, o impacto positivo para a cadeia de valor e para a economia deve ser bem fundamentado.

8. Orçamento desequilibrado

Um orçamento incoerente, desajustado ou desproporcionado em relação às atividades previstas pode comprometer a candidatura. É necessário garantir um equilíbrio entre os diferentes parceiros e assegurar que os montantes atribuídos a cada tarefa são adequados ao esforço e aos recursos necessários, sem sobrestimar ou subestimar custos.

9. Inadequação às políticas públicas

Apenas os projetos alinhados com as políticas e estratégias nacionais, regionais e europeias de inovação, transição digital, sustentabilidade e especialização inteligente terão hipótese de ser aprovados. Não basta que o projeto faça sentido para os copromotores; é preciso que contribua claramente para objetivos coletivos e para desafios societais e tecnológicos identificados como prioritários.

10. Subdimensionar o esforço de preparação da candidatura

Muitas candidaturas falham não pela ideia ou pelo projeto em si, mas pela forma como são preparadas. A construção de uma proposta vencedora exige tempo, organização e envolvimento de todos os parceiros. Um calendário realista, com tarefas e responsabilidades bem definidas, é indispensável para garantir a entrega de uma candidatura sólida e competitiva dentro dos prazos do SIID – I&D Empresarial.

11. (Bónus) Desvalorizar o apoio de uma consultora experiente

Contar com uma equipa especializada na elaboração de candidaturas é, muitas vezes, o fator decisivo para o sucesso. A experiência de uma consultora permite antecipar obstáculos, identificar pontos críticos e maximizar o potencial da candidatura. Na INOVA+, conhecemos todos os detalhes destes programas de financiamento e conseguimos ajudar as empresas a transformar ideias em projetos de impacto real.

SIID – I&D Empresarial: uma oportunidade estratégica

O SIID – I&D Empresarial foi criado para impulsionar a inovação em Portugal, promover a transferência de conhecimento e fortalecer a posição das empresas na economia global. Seja em regime individual ou em copromoção, este incentivo pode fazer a diferença na concretização de projetos transformadores.

As candidaturas decorrem até:

  • Fase 2: 15 de setembro de 2025
  • Fase 3: 6 de janeiro de 2026

Com verbas dedicadas a projetos individuais e em copromoção, o SIID é um motor para a transição tecnológica e para a competitividade das empresas nacionais. Consulte aqui todos os detalhes.

Se pretende candidatar-se, a INOVA+ pode apoiar todo o processo, para garantir que o seu projeto cumpre todos os requisitos e se destaca pela qualidade e ambição. Conte connosco para transformar inovação em sucesso!

Autora: Ana Oliveira
(Head of Unit – Empresas)