Horizonte Europa – Modelos de economia circular no setor da construção, do edifício à escala urbana (HORIZON-MISS-2026-04-CIT-NEB-B4P-CCRI-03)

Taxa de Financiamento: até 100%
Dotação Global: 47,5 M €
Deadline: 08 de outubro de 2026

Está aberta uma oportunidade com 47,5 M€ para projetos Innovation Action que desenvolvam e demonstrem ferramentas, soluções e modelos de negócio replicáveis para introduzir princípios de economia circular no setor da construção à escala de edifício, bairro/distrito e cidade. O foco é acelerar a transição para cidades climaticamente neutras, inteligentes e circulares, reduzindo extração de matérias-primas, consumo de recursos e emissões de GEE em todo o ciclo de vida do edificado.

Quem pode candidatar-se?

Consórcios (regra geral HE): tipicamente ≥3 entidades independentes de ≥3 países (incluindo ≥1 Estado-Membro e ≥2 de EM/Países Associados).

Condição específica de elegibilidade do tópico:

  • Devem participar como beneficiários pelo menos 3 cidades, cada uma de um Estado-Membro ou País Associado diferente.
  • Pelo menos 1 dessas cidades tem de ser uma das 112 cidades da Missão “Climate-Neutral and Smart Cities”.

Economia circular no setor da construção: Objetivos

Resultados esperados (outcomes)

  • Aumento mensurável do número de ferramentas e soluções ao nível de distrito/cidade que apoiem a aplicação de modelos circulares por stakeholders públicos e privados da construção.
  • Redução mensurável do uso de materiais e aumento de reutilização/reciclagem via novos modelos de negócio replicáveis.
  • Redução mensurável do consumo de energia e outros recursos e das emissões de GEE no ciclo de vida de edifícios e do parque edificado (residencial e não residencial), ao introduzir atividades circulares a várias escalas (edifício–distrito–cidade).

Economia circular no setor da construção: Âmbito

A call procura soluções com potencial de mercado (e respetivos modelos de negócio) que facilitem a adoção de modelos inclusivos de economia circular na construção e promovam um uso mais eficiente do edificado — reduzindo, no limite, a necessidade de extração de matérias-primas.

O que a proposta deve cobrir
  • Desenvolver e demonstrar ferramentas/soluções a nível de distrito ou cidade e quantificar impactos (ex.: urban mining; reutilização/reciclagem de produtos e materiais; uso de materiais secundários de base biológica; design inovador, acessível e adaptativo; renovação e reconversão de edifícios alinhadas com prevenção de resíduos e circularidade).
  • Diagnóstico e caracterização de desempenho de produtos usados e resíduos de demolição (estado/condição e potencial de reutilização), incluindo inventários de produtos e materiais recuperados, e modelos de negócio (ex.: marketplaces, “material banks” e bancos de componentes).
  • Inventários de emissões de GEE ao longo do ciclo de vida dos edifícios para suportar decisão e ação pública alinhada com a revisão da EPBD (Energy Performance of Buildings Directive).
  • Contribuir para reduzir barreiras regulatórias e, quando relevante, apoiar normalização/standards.
  • Garantir integração de cadeias de valor e envolvimento ativo de stakeholders (incluindo PMEs, proprietários, autoridades locais e sociedade civil).
Demonstração em cidades
  • Demonstração obrigatória em ≥3 cidades (3 países diferentes), incluindo potencial para reutilização transfronteiriça de materiais/produtos de construção.
  • As cidades têm de ser beneficiárias no consórcio.
  • TRL esperado: atividades devem atingir TRL 7–8 no final do projeto.
O que reforça a competitividade da proposta
  • Ferramentas e soluções “city-ready” (distrito/cidade), com métricas claras de redução de materiais, aumento de reutilização/reciclagem e ganhos em emissões de ciclo de vida.
  • Uma abordagem robusta a modelos de negócio (marketplaces, bancos de materiais, logística, garantia/qualidade, responsabilidade) que torne a circularidade operacional e escalável.
  • Forte componente de inventários LCA/Life-cycle GHG alinhados com necessidades de decisão pública (EPBD recast).
  • Estratégia concreta para regulação e standards (identificação de barreiras, recomendações, envolvimento de entidades relevantes).
  • Integração de stakeholders e gestão de mudança (PMEs, proprietários, municípios, cidadãos).
  • Clustering com projetos Horizon Europe e ligação ativa a plataformas e iniciativas: Cities Mission Platform, NEB, Built4People (B4P) e CCRI, incluindo um plano dedicado de colaboração, disseminação e exploração com ações (potencialmente conjuntas).

Economia circular no setor da construção: Financiamento

  • 47,5 M€ de dotação total para o tópico.
  • 5 projetos indicativos, ~9,5 M€ por projeto (indicativo).
  • O financiamento é em Lump Sum, exigindo uma estruturação muito rigorosa do plano de trabalho, custos por pacote de trabalho e lógica de resultados (entrega por “outputs”/milestones, com forte rastreabilidade).

Como a INOVA+ pode apoiar

Esta call operacionaliza a transição para cidades climática e materialmente mais eficientes ao atacar um dos maiores “drivers” de emissões e consumo de recursos: o ambiente construído. Propostas fortes tendem a combinar (i) soluções técnicas (diagnóstico, inventários, design/renovação circular), (ii) modelos de negócio e ferramentas de mercado (bancos de materiais, marketplaces), e (iii) demonstração real em cidades, com potencial de replicação e reutilização transfronteiriça.

A INOVA+ pode apoiar na leitura estratégica do tópico, desenho do consórcio, estruturação do workplan em Lump Sum, definição de KPIs e metodologia de quantificação de impactos, construção do “storyline” (circularidade + modelos de negócio + GHG ciclo de vida + regulação/standards), e preparação da proposta para maximizar replicação e exploração. Fale connosco!

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Serviços: Financiamento Europeu / Nacional